Megaeventos: Vila Autódromo resiste e apresenta projeto alternativo (RJ)

Abram alas para o bloco dos empreiteiros passar. Parece ser esse o lema do estandartes carnavalescos dos governos estadual e municipal no Rio de Janeiro. A Copa do Mundo e as Olimpíadas vão trazer muita alegria para as grandes corporações econômicas, mas para algumas comunidades, esses megaeventos representam uma ameaça ao direito à moradia. Em Jacarepaguá, bairro na zona oeste do Rio que foi invadido pela especulação imobiliária, o plano de higienização social está em plena operação, embora invisibilizado pela grande mídia, que se comporta como a assessoria de comunicação do bloco do concreto e da remoção.

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Reunidos no dia 18 de dezembro em assembleia geral, moradores da Vila Autódromo, localizada às margens da Lagoa de Jacarepaguá, aprovaram o Plano Popular da Vila Autódromo, uma alternativa ao projeto estatal que prevê a remoção dessa comunidade. Se por um lado o Estado busca retirar a comunidade para a realização de um mês de eventos esportivos, por outro lado a resistência de cerca de 450 famílias que vivem no local é a única legítima.

Para Altair Antunes, presidente da Associação de Moradores e Pescadores da Vila Autódromo (AMPAVA), a comunidade vai resistir e permanecer no local. Segundo ele, não se trata de impedir os megaeventos, mas que esses ocorram sem retirar a comunidade, que existe há mais de 50 anos. “A alegação da prefeitura é que essa área não é habitável para a gente morar, mas é habitável para quem tem dinheiro. Nós temos um projeto alternativo e queremos permanecer aqui”, enfatizou o líder comunitário.

O projeto

Construído a partir da troca de experiências entre a comunidade e dois grupos acadêmicos, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da UFRJ e o Núcleo de Estudos e Projetos Habitacionais e Urbanos (NEPHU) da UFF, o Plano Popular da Vila Autódromo se divide em quatro programas: habitacional; saneamento, infraestrutura e meio ambiente; serviços públicos; e de desenvolvimento cultural e comunitário.

Por meio de um diagnóstico realizado em grupos de trabalho envolvendo as referidas instituições, o projeto se apresenta como resolução para três eixos identificados como os principais problemas da Vila Autódromo, sendo eles: habitação e saneamento básico; transporte, acesso a serviços públicos, lazer e cultura; e mobilização, organização popular e comunicação.

Ainda em versão preliminar, os trabalhos serão retomados no início de 2012 para finalizar e tornar público o projeto. Segundo Inalva Mendes, moradora da Vila Autódromo, não são legítimos os projetos que não envolvem a comunidade no debate de seu futuro. “Estamos fazendo esse projeto para que a nossa voz seja ouvida. Nós somos os verdadeiros sujeitos da construção da cidade e de toda a riqueza cultura que há nela”, afirmou.

Universidade popular

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Questionado pelo Coletivo Tatu Zaroio sobre a parceria entre as universidades e a comunidade, o professor Carlos Vainer, do IPPUR/UFRJ, foi enfático ao afirmar que não se trata de uma parceria, mas sim que este é o verdadeiro papel da universidade, de dar suporte às comunidades que historicamente são exploradas e oprimidas.

“A ideia do planejamento não é necessariamente um instrumento de dominação, prevenção e domesticação dos conflitos sociais, ele pode ser um instrumento de desenvolvimento dos atores que promovem os conflitos na defesa de seus interesses. Estamos aqui dando uma assessoria técnica a um projeto popular de planejamento”, salientou Vainer.

Enquanto vários grupos nas universidades públicas se preocupam em unicamente dar suporte ao mercado, tornam-se imprescindíveis trabalhos como os realizados pelo IPPUR/UFRJ e pelo NEPHU/UFF, que se entregam a um projeto popular para o desenvolvimento da Vila Autódromo, em oposição ao plano de extermínio das comunidades protagonizado por governos e seus parceiros esportivos.

Megaeventos: Vila Autodromo resiste y presentan proyecto alternativo

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¡Abran espacio que vienen los empresarios!. Ese parece ser el lema de los gobiernos estatal y municipal de Rio de Janeiro. La copa del mundo y las olimpiadas traerán mucha alegría para las corporaciones financieras pero para algunas comunidades estos mega eventos representan una amenaza a su derecho de vivienda. En Jacarepaguá, barrio ubicado en el sector oeste de Rio que fue totalmente invadido por la especulación inmobiliaria, el proceso de higienización social está en plena vigencia, aunque disimulado por los grandes medios, que se comportan como los asesores de comunicación de los empresarios de las torres de concreto y de la remoción.

Reunidos el día 18 de diciembre en la asamblea general, los pobladores de la Vila Autódromo, localizada en la orilla de la Laguna de Jacarepaguá aprobaron el Plan Popular de la Vila Autódromo, una alternativa al proyecto estatal que prevé la remoción de dicha comunidad. Por un lado tenemos al Estado buscando retirar a la comunidad con la justificación de 1 mes de deportes, y por otro lado tenemos la resistencia de cerca de 450 familias que viven en la localidad. Esta lucha es la única legitima.

Según Altair Antunes, presidente de la Asociación de Moradores y Pescadores de la Vila Autódromo (AMPAVA), la comunidad va a resistir y permanecer en el local. No se trata de impedir los mega eventos, sino que estos se realicen sin retirar la comunidad. Que existe hace más de 50 años. “…La justificativa de la prefectura es que esta área no es habitable para que nosotros vivamos. Pero es habitable para quien tiene dinero. Nosotros tenemos un proyecto alternativo y queremos permanecer aquí”.

El Proyecto

Elaborado a partir del intercambio de experiencias entre la comunidad y dos grupos académicos, el Instituto de Investigación y Planeamiento Urbano y Regional (IPPUR) de la UFRJ y el Núcleo de Estudios y Proyectos Habitacionales y urbanos (NEPHU) de la UFF, el Plan popular de la Vila Autódromo se divide en 4 programas: habitacional; saneamiento, infraestructura y medioambiente; servicios públicos; y de desarrollo cultural y comunitario.

Por medio de un diagnostico realizado en grupos de trabajo involucrando a dichas instituciones, el proyecto se presenta como la resolución de 3 ejes identificados como los principales problemas de la Vila Autódromo, siendo estos: Habitación y Salubridad básica; Transporte, acceso a los servicios públicos, recreación y cultura; y movilización, organización popular y comunicación.

Aun en proceso, los trabajos serán retomados al inicio del año 2012 para finalizar y tornar publico el proyecto. Según Inalva Mendes, pobladora de la Vila Autódromo, no son legítimos los proyectos que no consideran a la comunidad en el debate de su futuro. “Estamos haciendo este proyecto para que nuestra voz sea escuchada. Nosotros somos los verdaderos sujetos de la construcción de la ciudad y de toda la riqueza y cultura que hay en ella”, afirmo.

Universidad Popular

Al ser consultado por el Colectivo Tatu Zaroio sobre la colaboración entre las universidades y la comunidad, el profesor Carlos Vainer, del IPPUR-UFRJ, fue enfático al afirmar que no se trata de una colaboración sino que es ese el verdadero rol de las universidades, dar apoyo a las comunidades que históricamente son explotadas y oprimidas.

“La idea de planificación no es necesariamente un instrumento de dominación, prevención y domesticación de los conflictos sociales, sino que puede ser un instrumento de desarrollo de los actores que promueven los conflictos en la defensa de sus intereses. Estamos aquí dando una asesoría técnica a un proyecto popular de planificación”, concluyó Vainer.

En cuanto muchos grupos en las universidades públicas se preocupan únicamente en dar apoyo al mercado, se torna imprescindibles trabajos como los realizados por el IPPUR-UFRJ y por el NEPHU-UFF, que se entregan a un proyecto popular para el desarrollo de la Vila Autódromo, en oposición al plan de exterminio de las comunidades protagonizado por el gobierno y sus amigos deportivos.

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