Aulaço Popular – Reforma Urbana e Direitos Humanos

Objetivo: Realizar uma troca de conhecimentos e experiências entre estudantes e populares, estabelecendo laços pessoais e apresentando lutas concretas na temática “reforma urbana” sob o prisma dos direitos humanos.

Local: Praça Central da Favela do Metrô Mangueira

Dia e hora: Sexta-feira, dia 2 de setembro das 15:00 às 20:00

Público estimado mínimo: 150 pessoas

Por que queremos um aulaço popular na favela?

O Brasil ainda é um país de muitos jovens e a universidade deveria ser o lugar de muitos deles desenvolverem suas potencialidades científicas e culturais. Mas não é isso que acontece, pois menos de 5% ingressa num curso superior e, desses, a pequena minoria pode freqüentar uma universidade pública. Então, num país com tantas desigualdades, qual a função da universidade? Certamente é diminuir o abismo social histórico entre aqueles que governam e enriquecem e aqueles que trabalham e são marginalizados. Apesar do advento das cotas ter pintado a universidade com mais diversidade, sua estrutura e lógica estão voltadas para a manutenção da atual situação. Portanto, nossa responsabilidade enquanto estudantes, principalmente de instituições públicas, é aproximar teoria e realidade, tornando o conhecimento emancipador para os trabalhadores e abrindo nossas salas de aula para os que hoje são excluídos.

O que temos a oferecer e o que temos a aprender?

Os estudantes são portadores de grande quantidade de conhecimentos acumulados pela humanidade, mas o que aprendemos em sala de aula é uma abstração didática sobre as coisas do mundo. Muitas vezes a favela – e a pobreza – está próxima fisicamente, mas uma distância infindável nos separa dela. Para reverter isso, não basta ir até suas vielas, é preciso estar em suas vielas. Há uma grande diferença entre estudar/pesquisar os territórios marginalizados e tornar esses territórios capazes de produzir sobre si mesmos. Participar desse processo é o verdadeiro aprendizado sobre a realidade e, se queremos criar condições para uma sociedade mais igualitária e justa, devemos a compreender muito bem.

Programação:

15:00 – Visita ao interior da comunidade (1h)

* Os moradores mostrarão as casas e lojas demolidas ou descaracterizadas pela Prefeitura, com depósito irregular dos entulhos, que aumentam a incidência de doenças e pestes;
* Problema das casas geminadas, cuja alteração na estrutura coloca em risco de desabamento as casas vizinhas;
* Violência, desrespeito e ameaças no processo de remoção, que também conta com falsas promessas e pouca participação da comunidade.

16:00 – Apresentação Teatro do Oprimido: Teatro-Invisível (0,5h)

* É um método teatral inovador, cujo método estético permite a desmecanização física e intelectual do público. Cria condições práticas para que o oprimido se aproprie dos meios de produzir teatro e assim amplie suas possibilidades de expressão. Além de estabelecer uma comunicação direta, ativa e propositiva entre espectadores e atores;
* O Teatro-Invisível que, sendo vida, não é revelado como teatro e é realizado no local onde a situação encenada deveria acontecer, surgiu como resposta à impossibilidade, ditada pelo autoritarismo, de fazer teatro dentro do teatro. Uma cena do cotidiano é encenada e apresentada no local onde poderia ter acontecido, sem que se identifique como evento teatral. Desta forma, os espectadores são reais participantes, reagindo e opinando espontaneamente à discussão provocada pela encenação.

16:30 – Oficinas e apresentações culturais (1,5h)

* Apresentação de um documentário sobre a favela do Metrô Mangueira;
* Roda de samba com o músico militante da favela do Jacaré;
* Oficinas temáticas propostas e organizadas pelas entidades co-organizadoras;
* Movimentos sociais poderão ter uma barraquinha para expor idéias e materiais.

17:30 – Alimentação (0,5h)

* Caldo de ervilha ou feijão gratuito para todos os participantes;
* Água e frutas.

18:00 – Roda de debate com convidados (2h)

* Os convidados serão facilitadores do debate, expondo a realidade em que vivem em falas de 7 minutos não seqüenciais. As demais intervenções do público durarão 3 minutos e a lista será preparada com antecedência;
* As comunidades de origem dos convidados e as comunidades parceiras trarão moradores com as passagens custeada pela organização para participarem do aulaço popular;
* 7 convidados: Gilmar (UERJ GEO e Comitê Popular), Alexandre (UERJ DIR e ex-NUTH), Fran (Metrô Mangueira), Altair (Vila Autódromo), Jorge (Vila Recreio II), Quilombola e Indígena;
* Os 30 minutos finais serão para respostas a 7 perguntas divididas entre todos os convidados e previamente colhidas e sistematizadas.

20:00 – Abraço simbólico à comunidade, pelo Direito à Moradia e pela Dignidade

* A ser realizado em frente à Associação de Moradores.

Estrutura:

Iluminação – Fran

Alimentação – MNLM ou Metrô Mangueira

Som – Gabriel

Cadeiras – Gabriel

Projetor – Diogo

Divulgação – Faixas (Gabriel), Cartaz+Panfleto (Diogo) e mídias virtuais (Mariana)

Financiamento – Livro Ouro (Davi e Danilo) e Mandatos+Sindicatos (Gabriel e Marcos)

Convite à Construção:

Todos os movimentos

Todas as universidades

UERJ

Geografia – OK

História – Gabriel

Direito – Diogo

Ciências Sociais – Diogo

Serviço Social – Diogo

Pedagogia – Danilo

Letras – Diogo

Filosofia – Gabriel

Educação Física – Danilo

Química – Marcos

Medicina – Marcos

Enfermagem – Marcos

Odontologia – Diogo

Nutrição – Diogo

Oceanografia – Danilo

Geologia – Danilo

FFP – Rafael

FEBF – Rafael

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Uma resposta em “Aulaço Popular – Reforma Urbana e Direitos Humanos

  1. Boa tarde,
    infelizmente fui impossibilitada de participar do envento.
    Gstaria de saber se haverá um retorno do que foi o evento em geral, incluindo fotos, comentarios dos participantes e possiveis desdobramentos do evento
    Att. Paula

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